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Como ser freelancer online

Com a dificuldade para se conseguir um emprego fixo em meio à crise, cada vez mais profissionais têm buscado formas alternativas de trabalho. Gente que nunca tinha atuado como freelancer, por exemplo, está começando a experimentar a modalidade.

Na plataforma de trabalho Workana, que fechou 2018 com 430 mil profissionais cadastrados, cerca de 55% dos usuários começaram a atuar como autônomos há menos de dois anos.

Segundo Tomas O’Farrell, cofundador da empresa, o mercado está em expansão por diversos fatores, que vão do aumento da inflação e do desemprego a mudanças culturais na forma de enxergar a carreira.

“Muitos profissionais buscam novas fontes de renda, estando empregados ou não, ao mesmo tempo em que desejam mais autonomia e liberdade”, afirma ele.

O desejo por independência parte dos jovens, em particular, que viram pessoas de gerações anteriores serem demitidas por empresas a que se dedicaram a vida toda. 

“A incerteza sobre o futuro faz com que a geração Y olhe para outras possibilidades além do emprego tradicional, que já não oferece a mesma estabilidade do passado”, diz Sebastián Siseles, diretor internacional do portal Freelancer.com.

1. Escolha uma especialidade

Ainda que você tenha uma vasta gama de habilidades, é preciso ceder à tentação de aceitar projetos de áreas muito diferentes. No começo, é importante se “especializar” em algum tipo de trabalho, recomenda O’Farrell.

A vantagem de buscar um nicho é se diferenciar da concorrência mais rapidamente. “Você precisa construir a sua reputação e, quando for mais conhecido, pode expandir sua atuação para outros tipos de projeto”, explica ele.

Escolha como foco o que que lhe dá mais prazer e que você faz com mais facilidade. Lembre-se: o bem mais precioso de um freelancer é sua reputação, então é preciso fazer excelentes entregas desde o início.

2. Defina um preço — mas cuidado para não pedir pouco

“Evite fazer uma oferta que pareça boa demais para ser verdade”, orienta Siseles. Estipular um preço competitivo é importante para conquistar os seus primeiros clientes, mas um pedir um investimento baixo demais pode implicitamente desvalorizar o seu trabalho.

3. Planeje suas finanças e cuide da burocracia

Se a sua ideia é trabalhar como freelancer em tempo integral, é importante ter um “colchão” financeiro antes de começar. De acordo com especialistas, a reserva ideal para começar corresponde a um ano de despesas pagas.

Outra dica é calcular seus ganhos por ano, e não por mês, e planejar seus gastos com plano de saúde e fundo de previdência, já que não haverá um empregador para garantir isso. Também é preciso pensar que você não terá mais férias remuneradas.

Outra providência básica é formalizar o seu serviço. A ferramenta “MEI vs Simples”, desenvolvida pela Workana, oferece um diagnóstico da sua situação fiscal e recomenda a melhor solução para se legalizar. Por desconhecimento, diz O’Farrell, muitos freelancers acabam tendo problemas por não declarar seus ganhos.

4. Procure seus primeiros clientes

Tudo pronto? Agora é hora de sair à caça de projetos. Uma das formas mais comuns de fazer isso é investir em networking e buscar recomendações de pares e amigos. Outra possibilidade é acessar plataformas especializadas, como Workana, e Freelancer.com e que conectam autônomos e clientes.

A vantagem de alguns desses serviços é facilitar e garantir o pagamento do profissional: a empresa contratante já deposita previamente o valor do serviço na conta do intermediário, que repassará o dinheiro ao freelancer se tudo tiver transcorrido como esperado.

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